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Cuidados com a Sarcopenia
durante a Quarentena

Dr. Juliano Maia
13 de agosto de 2020

Nesta pandemia da COVID-19 a quarentena levou à redução da prática de atividades físicas em todas as faixas etárias, no entanto, as consequências do confinamento e deste comportamento sedentário podem ser mais graves. Aqui, falaremos especialmente da Sarcopenia, situação que causa a perda progressiva de massa muscular e força e está associada à incapacidade, dependência, e má qualidade de vida.

A dificuldade para levantar-se de uma cadeira ou subir uma escada, lentidão para andar um curto percurso, fraqueza para carregar objetos e quedas frequentes são alguns dos sinais de sarcopenia. Ela é fisiológica, um processo natural do envelhecimento. Mas quando a perda da massa muscular é exagerada, necessita de muita atenção, principalmente se estiver aliada à obesidade, podendo aumentar consideravelmente a fragilidade do indivíduo.

Estudo com 114 idosos realizado no Hospital do Servidor Público Estadual-SP (HSPE) em 2019 e apoiado pelo CEMEX, apontou que 36% deles tinham obesidade sarcopênica. Para o médico que participou do estudo, Dr. Juliano Grünheidt Maia, residente do Serviço de Medicina Esportiva do Hospital, estas duas condições associadas configuram um cenário muito ruim para a qualidade de vida do idoso.

A atividade física pode melhorar o bem-estar do idoso sarcopênico, assim como uma boa alimentação. Também pode ser necessária a suplementação ou medicação.

 

     Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico da doença pode ser feito por meio de anamnese e testes específicos no consultório médico, aliado a exames de imagem, densitometria e bioimpedância.

A intervenção precoce é importante para evitar a evolução para uma sarcopenia severa.

O exercício físico focado em treinamento de força muscular é a principal estratégia para melhorar a funcionalidade do indivíduo sarcopênico para situações do dia a dia, ou seja, levantar-se da cadeira com mais facilidade, por exemplo. O principal objetivo da atividade física é ganhar força muscular, para garantir melhor qualidade de vida, com mais segurança e independência.

Outro fator importante da abordagem terapêutica é a dieta saudável, com ingestão suficiente de proteínas. Em algumas situações, a suplementação alimentar ou até mesmo a medicação com hormônios, podem ser necessários, porém sempre com orientação médica.

As estratégias de recuperação devem ser iniciadas o mais cedo possível, evitando assim, as consequências da perda muscular após o desuso. 

 

      Fonte: CEMEX

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